Terça-feira, 13 de Novembro, 2007


RTP quer despedir José Rodrigues dos Santos por justa causa

A administração da RTP instaurou um processo disciplinar ao jornalista José Rodrigues dos Santos que visa o despedimento do pivô por justa causa. A decisão vem no seguimento de um inquérito, conduzido pela administração, para averiguar a veracidade das declarações de Rodrigues dos Santos feitas em entrevista à revista PÚBLICA, no dia 6 de Outubro.

Pensavam que estava esquecido?

Nem é que eu tenha uma especial ligação a este meu contemporâneo da Nova, quase paredes-meias em alguns anos (História e Comunicação eram vizinhas na zona antiga da ex-cavalariças), mas afinal a sua cara-metade até foi uma ex-colega minha, de turma e grupo de trabalho, o que acresce à natural revolta por mais esta manifestação de força do sistema socrático de poder.

E estou curioso para saber como alguns fiéis do regime, como o intelectual Vital, justificarão este tipo de medida.

Pode ser lida, pasteurizada, liofilizada e asséptica no site do Ministério da Educação (ligação agora correcta) onde a intervenção crítica do Presidente do Júri foi completamente esquecida.

Aos colegas premiados, em especial ao que ganhou o prémio principal, e apesar das minhas reservas a esta distribuição selectiva de torrões de açúcar, os sinceros parabéns.

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Se já várias vezes aqui o critiquei, justo é realçar que desta vez Daniel Sampaio parece ter-se apercebido finalmente de que algo se passa nas escolas para além do manto de nevoeiro que por vezes envolve o seu olhar.

Na atribuição do Prémio de Professor do Ano, e pelo áudio que ouvi na TSF (não disponível online) as suas declarações não foram muito cómodas para José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, por ali presentes. Um resumo da situação está acessível, pelo menos, no Diário Digital.

O presidente do júri do Prémio Nacional do Professor, Daniel Sampaio, alertou hoje para o «mal-estar» vivido entre os docentes, esperando que o galardão marque uma mudança no relacionamento entre o Governo e a classe.

Na cerimónia de atribuição da primeira edição deste Prémio, o psiquiatra afirmou que «o mal-estar docente é significativo» e lamentou a «descaracterização da profissão» ao longo dos últimos anos, nomeadamente devido «ao recrutamento de muitos jovens licenciados sem especial vocação» para dar aulas.

«Incompreensivelmente, chega-se a professor sem se ter estado com crianças e jovens durante o período de formação», criticou.

Daniel Sampaio salientou ainda «a ambiguidade e complexidade da função docente», alertando para as «carências do meio social de muitos estudantes», que exigem dos professores «tarefas educativas básicas, que eram outrora da responsabilidade das famílias».
(…)
A dar o mote para um discurso muito crítico, Daniel Sampaio deixou um recado, logo no início da cerimónia: «Gostaria que a atribuição deste Prémio marcasse um novo relacionamento entre o Governo e os professores».

Claro que para maus entendedores, nem mil palavras serviriam como se percebe pelas reacções dos governantes presentes: Sócrates, arrogante e cínico como sempre; Maria de Lurdes Rodrigues incapaz de reagir em situações incómodas como sempre; Valter Lemos a baralhar tudo e a encobrir o sol com uma peneira, também como sempre, num exercício paupérrimo de spin pós-traumático.

No entanto, o primeiro-ministro, José Sócrates, ressalvou que este galardão não foi criado para «agradar ou massajar uma corporação».

«Não é uma operação de Relações Públicas, matéria em que não sou especialista, nem sou muito bom», frisou.

No final da cerimónia, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues escusou-se a comentar as críticas do presidente do júri, enquanto o secretário de Estado da Educação afirmou que «o Prémio é um serviço prestado ao país e às famílias e não um instrumento de relação entre o ME e os professores».

«Ficou claro que o professor Daniel Sampaio se referia a um mal-estar do ponto de vista geral e não a um mal-estar destes ou daqueles docentes. É um mal-estar docente internacional que também existe em Portugal», reconheceu Valter Lemos.

450 ateliers correm risco de fechar

Em quatro distritos do país há 450 ATL que correm o risco de fechar as portas a partir de Janeiro. O alerta é feito pela Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.

Das cerca de 500 instituições nos distritos de Setúbal, Porto, Braga e Vila Real, apenas 50 vão poder manter o modelo clássico. Aos restantes a segurança social propõem acordos para funcionarem nas pausas lectivas e nos horários do início da manhã e final da tarde.

Este é um reflexo do aumento das actividades de enriquecimento curricular que são asseguradas pelas escolas e pelas autarquias

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade considera que existe concorrência desleal. O padre Lino Maia alerta para os maus serviços prestados por algumas autarquias.

«Não só má qualidade como também, algumas autarquias, estão a implementar as actividades extracurricular ao longo do dia, o que provoca alguma confusão mesmo entre as famílias. Além disso, muitas vezes não são contratadas pessoas com habilitação necessárias», salienta.

ESCOLA DE PAIS

São 5 sessões uma por semana. O dia escolhido deve de ser fixo na semana e o horário é das 21:30 às 23:00.

As sessões são orientadas por duas psicólogas.

Turmas de 20 a 25 elementos.

Organização da responsabilidade da AP.

Lugar onde se efectua a Escola de Pais é da responsabilidade da AP.

O valor por cada turma é de 200 €. Este valor só é possível com o apoio que a FEDAPAGAIA recebe da C.M.Gaia através de um protocolo.

Mais informação deve de ver esta página.

O Photobucket, onde muitas imagens deste blog estão alojadas está em dia não, por isso não estranhem se a página der problemas ao carregar e alguns links tenham perdido temporariamente os respectivos símbolos.

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David Sipres, The New Yorker, 29 de Outubro de 2007, p. 83

 

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