Sábado, 10 de Novembro, 2007


Estão desde hoje em exibição os trabalhos dos 50 seleccionados do Ilustrarte 2007, no Barreiro, Auditório Augusto Cabrita. De 8 a 11 de Dezembro ainda temos direito ao 1º Salão Internacional do Livro para a Infância.Este camelo agradece, embevecido, por tamanho oásis.

Da autoria de Jorge Delmar. Descoberto através do Antero.
Esta é apenas uma amostra.

Neste comentário, a Isabel Campeão coloca o preto no branco citando o Código do Trabalho (artigo 597º) no que diz respeito aos efeitos da greve a suspensão dos deveres de subordinação e assiduidade dos grevistas.

Agora resta-me saber como isso se relaciona com a proposta de regulamentação da avaliação dos docentes que elimina explicitamente da possibilidade de ter Excelente (nº 5 do artigo 21º do diploma proposto pelo ME) quem não dê a totalidade das horas lectivas previstas, não contemplando excepções. E o mesmo se palicará, de forma indirecta, ao Muito Bom, caso existam diversos dias de greve num dado ano lectivo.

Sabemos que o Código do Trabalho tem prioridade e suplanta, na ordem jurídica, a legislação relativa à avaliação dos docentes, mas temos bastantes exemplos recentes da forma como o ME fez tábua rasa da própria ordem constitucional quando isso lhe aprouve, preferindo esperar que os tribunais logo decidissem os protestos dos penalizados pelas suas decisões arbitrárias. Enquanto, no imediato, os efeitos das decisões ilegais se fizeram sentir.

Por tudo isso, será da mais elementar prudência, que quem de direito encete as devidas diligências para esclarecer, desde já, esta questão, não vá repetir-se o caso das faltas injustificadas marcadas a quem assistiu a plenários sindicais sem ter cumprido as pseudo-regras inventadas pelo Secretário de Estado Valter Lemos, só mais tarde dadas como ilegais.

Gato escaldado, só não tem medo da água se for muito descuidado.

prexp10nov.jpg

(clicar para aumentar)

Pois. Igualmente muito importante a leitura da coluna do lado direito, que se relaciona com a avaliação dos docentes, uma regulamentação cheia de coisas esquisitas, mal pensadas, que vão ter efeitos perversos até mais não, para não falar nas situações de dramatismo “individual” que à Ministra e respectivos Secretários não incomodam, perante o grande quadro do combate ao Insucesso e Abandono que, na sua opinião, parece ser culpa exclusiva dos professores.

Resta saber se quem tanto parece ter monitoriado a questão do Estatuto do Aluno, estará desatento ao resto que o envolve, porque é tudo farinha do mesmo saco. Porque a exigência exercida sobre os docentes visa apenas condicioná-los na avaliação dos alunos. Não há que nos deixarmos iludir ou ceder a ingenuidades úteis.

Já agora, a notícia reproduzida é do Expresso de hoje.

mlrdoc0.jpg

No Umbigo ao Quadrado já está toda a reportagem da Sábado sobre a nossa ME enquanto docente do ISCTE, esse viveiro de académico-políticos do PS e arrabaldes. Uns excelentes, outros bons, alguns nem tanto.

Registe-se o último parágrafo que não resisto a transcrever:

Apesar dos insistentes pedidos da SÁBADO junto do assessor de imprensa do Ministério da Educação, Rui Nunes, para divulgar o percurso académico de Maria de Lurdes Rodrigues, o ministério entendeu manter segredo em torno desta informação por “não ser relevante tanto para o ministério como para os cidadãos“.

É curioso. Eu não acho irrelevante. E sou um cidadão. Acho eu. E por aqui me fico.