Pronto, ok, toda a conversa anterior deve-se ao facto comezinho de todos nós acabarmos por gostar de vermos a nossa prosa em letra de imprensa e em papel. É a sina de quem é triplo viciado em jornais, revistas e livros. Vai daí que não resisto a anotar que o Público teve o bom senso e bom gosto de transcrever parte deste post na edição de sábado, ao lado de textos do Fliscorno, do LavaFlow, do Atractivo, do Intervenção Maia, do Mais Évora e do Margem Esquerda. Eu sei que pela secção “Blogues em Papel” há clientes muito mais frequentes e que isto apenas vale o que vale. É um efémero simulacro de abertura da imprensa convencional aos blogues e tão só isso.

Não vale a pena infl(accion)ar o ego desnecessariamente por tão pouco.

Mas por outro lado, é-me muito mais reconfortante verificar que este mês o Umbigo teve em média, mais de 13.000 visitas semanais, o equivalente a todo o mês de Outubro de 2006. Há pouco as entradas deste mês iam nas 53.000, o que significa que devem chegar a cerca de 56-57.000 no final do mês.

Para um blogue de um cidadão comum, de um mero professor, alguém que achou que era preciso expelir um bocado do mau feitio em forma de verbo, porque a paciência com as faltas de respeito tem limites, e que era para ser mais sobre História e acabou por ser principalmente sobre temas educativos, tem ultrapassado todas as minhas expectativas.

A parte má é que me alimentou o vício da escrita que antes canalizava em outras direcções, porque passei a sentir que tinha deixado de falar apenas para o meu umbigo. Literalmente.

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