Um golpe de mágica: faltar à escola e continuar na escola.Ao permitir que os alunos que excedam o máximo de faltas injustificadas não percam o ano, o ministério é capaz de resolver o problema do abandono escolar. É que passa a contar como estando presente, quem, de facto, está ausente. (José Manuel Fernandes, Público, 28 de Outubro de 2007, sem link e eu sem a edição em papel para digitalizar)

Pois, pois, pois. Mais um que despertou para a realidade dos factos só quando eles tomam a forma de lei. Mas será que isto não se adivinhava desde o início? Ou será que apenas se sentiu aborrecido porque o ME furou os planos habituais do Público em ser o primeiro a divulgar um ranking de escolas?

Será que José Manuel Fernandes, naquele seu afã de liberal neófito, chegou a pensar que este ME estava a fazer alguma coisa pela Educação quando afirmava que ia flexibilizar, dar mais autonomia, etc, etc? Achava ele que zurzir nos professores, por via do estatuto, era algo mais do que uma manobra orçamental sem qualquer substância para a qualidade do sistema de ensino?

E será sequer correcto afirmar que estas medidas resolvem o problema do abandono escolar? Ou limitam-se a escondê-lo?

ACORDEM! 
DOIS ANOS E MEIO JÁ É TEMPO MAIS DO QUE SUFICIENTE.