Medina Carreira hoje na Sic-Notícias, sobre o país, os seus protagonistas políticos, a Educação e tudo o mais.

Podemos não concordar com todas as suas posições, mas o estilo é para mim irresistível. A velocidade a que lhe saíram frases memoráveis foi demasiada para eu anotar uma pequena parte delas de forma rigorosa e nem sequer tinha cassete livre disponível para mais tarde recordar.

Sobre a Educação e a situação dos professores, acerca de cujo Estatuto disse não saber se era bom ou mau, mas que dele não dependia nada da qualidade da Educação:

Como é que os professores podem ser respeitados pela comunidade se não têm poder para se fazer respeitar numa sala de aula?

Podiam pôr lá professores catedráticos que a falta de respeito era o mesmo e continuavam a não aprender nada.

As famílias precisam de se convencer que a escola é um local de trabalho, não um depósito para os filhos.

Sobre o insucesso escolar:

Temos 35-40% de insucesso escolar e fala-se muito disso, mas não se fala dos 35-40% que ficam lá na Escola a não aprender nada.

Sobre a distribuição de computadores:

Detestável como propaganda política.

Lamentável um Primeiro-Ministro armado em comerciante a distribuir caixinhas.

Sobre o Primeiro-Ministro e as suas declarações após o discurso do Presidente da República (e aqui junto elementos de duas declarações semelhantes em dois momentos diferentes da entrevista):

Debitou um discurso decorado, uns números decorados em casa, não se sujeitou a perguntas e foi-se embora. Enquanto os políticos não se sujeitarem a responder às pessoas eu não acredito no que dizem.

O Primeiro-Ministro não tem capacidade para manter uma conversa séria sobre este assunto.

Sobre o regime político e a governação:

Nós vivemos num regime que é essencialmente de mentira.

Nas eleições usam-se truques para esconder tudo o que é importante.

E muito, muito mais, para minha delícia. Agora estou impaciente para ler o livro O Dever da Verdade, mesmo se para isso terei de passar pela foto e perguntas do Ricardo Costa.

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