A obtenção da competência exige autonomia; um excessivo controlo exterior sobre o ambiente do indivíduo reduz a novidade inerente que a ânsia de aprender desperta. Um indivíduo expandes-se à custa do seu ambiente. As fronteiras rígidas confinam a expansão do conhecimento e da autogestão e inibem a procura de competência.

Da mesma maneira, a competência alenta a autonomia ao proporcionar o mecanismo para que um indivíduo exerça a autodeterminação. (…) só quando ambas existem, o indivíduo e a empresa podem beneficiar-se mutuamente.

O objectivo é criar um ambiente que simultaneamente sustente a autonomia e construa a competência. Uma autonomia baixa com uma competência alta significa a exploração dos empregados. Uma autonomia alta com uma competência baixa significa que se realizará muito pouco trabalho de valor. (Thomas Davenport, Capital Humano. Criando vantagens competitivas através das pessoas, 2007, pp. 142-143)

Se a ideia é assumir que a Escola é uma organização como outra qualquer, que deve seguir os princípios da gestão empresarial, então que, nem que seja por um momento, aceitemos essa lógica e busquemos literatura actualizada sobre o tema para percebermos se aquilo que dizem sobre o assunto se adequa à realidade e se os modelos propostos de progressão e avaliação, especialmente a forma concreta de os implementar, correspondem ao estado da arte na matéria.

Ora quer-me a mim parecer que não.