Grupo de Trabalho de Educação para Saúde apresenta relatório final

O Grupo de Trabalho de Educação para a Saúde apresentou o relatório final que reafirma a importância da Promoção e Educação para a Saúde nas escolas do 1.º ao 12.º anos e propõe um programa mínimo e obrigatório de Educação Sexual para todos os estudantes, consoante o ciclo de escolaridade.

Este é daqueles temas em que o desconforto é tal que tudo é tratado com pinças, como se a realidade dos comportamentos quotidianos não existisse e como se fossem necessários estudos sobre estudos, relatórios sobre relatórios para se atingir um pré-projecto de acordo para voltar a discutir o tema que, entretanto, já precisa de uma nova abordagem.

A intenção original não é má de todo, a estratégia de jogar para o lado e para fora, fugindo do que interessa – que é cumprir o prometido e implementar uma indispensável Educação Sexual não a disfarçando com eufemismos higiénicos – é que é lamentável e revela muita falta de coragem política.

Que a matéria seja de frequência voluntária e dependa da autorização parental. Mas que se ande para a frente e, de uma vez, se pare com os papéis e grupos de trabalho, comités, comissões inter e intra-coiso, estruturas de missão ou lá o que agora chamam a estas coisas burocráticas.