Perante as acusações da DECO relativamente à falta de conforto da maior parte das escolas que analisaram – uma evidência que muitos de nós conhecemos – o ME poderia fingir que não era nada consigo, porque as escolas foram feitas há muito tempo e nem sempre nas melhores condições (não era uma boa reacção, mas enfim…) ou poderia prometer estudar o que se passa e tomar as medidas que se viessem a concluir ser necessárias (a resposta expectável num país normal, mesmo naqueles onde depois as promessas são esquecidas).

Agora sair-se com um comunicado destes, acusando a DECO de «pretensos estudos» e amesquinhando as suas conclusões sem demonstrar qualquer tipo de dados contraditórios é algo perfeitamente inaceitável e só compreensível num tempo político de arrogância, polvilhado de pequenos figurantes que se sentem imunes a qualquer forma de escrutínio público.

Assim como é lamentável que a Ministra, acerca do amianto, declare de forma impávida que só é removido quando se fazem intervenções «de fundo» nas escolas. Ora sabendo nós que essas intervenções são muito raras, percebe-se que o amianto vai ficar por variadíssimas escolas muitos e bons anos.