Fiz uma reclamação de uma decisão da DRELVT no dia 26 de Julho, uma 5ª feira. Com os atrasos dos correios, pronto, acredito que tenha lá chegado dia 30, na 2ª feira seguinte.

São 30 dias para responder que se esgotaram, sem que chegasse resposta. Acho que a pessoa que tomou a decisão de que reclamei – ou pelo menos que mandou fazer o ofício de acordo com o despacho de uma outra senhoria hierarquicamente superior – está de férias e faz bem. Mas isso aqui não me interessa nada.

Para suprir o problema evidente do prazo atropelado, alguém da DRELVT decidiu ligar para a minha escola anteontem – limite do prazo a ficar nenuloso – a comunicar que a reclamação não podia ser satisfeita e pois, a legislação, não sei que mais. Sendo que a minha reclamação foi exactamente acerca da forma como foi seleccionada a legislação que foi aplicada. Mas tudo bem.

Só que eu não sei de nada. Não foi a minha escola que reclamou. Fui eu. E a mim ninguém disse nada, apesar dos contactos variados deixados a acompanhar a reclamação. Tal como já ninguém tinha respondido a um mail de pedido de informações. Tal como a tal decisão que motivou a reclamação, tomada por despacho datado de dia 12 de Julho, redigida em forma de ofício no dia 19 e chegada à minha escola no dia 23, a mim só me chegou dia 7 de Agosto.

São as férias, eu sei. São um período útil para tomar decisões, para as comunicar muito tarde aos interessados e para não responder atempadamente às reclamações. Mas é um bom período para os docentes andarem a concorrer. Não é o meu caso, mas isso também não interessa agora mesmo nada.

Espero que Setembro seja um período mais fresco para os recursos hierárquicos e para as queixas na Provedoria.

Porque eu sou chato, muito chato.

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