É verdade que se me pedirem mesmo, mesmo, para escolher um escritor favorito de sci-fi acabo no Philip K. Dick, por muita alucinação psicotrópica que o homem tenha passado ou por apressadas que sejam muitas das suas obras. Ou até não deixo de nomear a ursula K. Le Guin, o Clifford Simak ou o Ray Bradbury como uma boa segunda linha.

Mas é certo, certinho que em matéria de obra individual propriamente dita, esta do Robert Heinlein ainda é aquela que me marcou mais no momento da sua leitura. Não só porque Valentine Michael Smith veio de Marte para ensinar os humanos a grocar e a partilhar água (quem quiser saber o que é, leiam as mais de 400 páginas em letra miudinha), antecipando muito do espírito do final da década de 60.

Não é uma escolha obscura e muitíssimo erudita porque o autor foi dos mais premiados e com maior sucesso comercial na área, assim como este livro original de 1961 (edição nacional em 1983)  ganhou o prémio Hugo, uma espécie de Nobel para os maluquinhos de ficção científica.

Mas é a escolha certa.