Há muito que acho que em Portugal qualquer tipo de regeneração do sistema político ou de muitas práticas correntes na sociedade é praticamente inviável por causa das teias e emaranhados diversos em que quase todos os protagonistas com direito a chegar ao palco se enleiam.

Agora é desfiar das estorietas de Marques Mendes (ler também este post da Câmara Corporativa) enquanto professor da Independente e qualquer coisa na Universidade Atlântica, uma instituição criada – a meu ver, que é de longe – de forma curiosa quando o foi e com os fundadores, accionistas e outras personalidades que por lá então passaram.

É que nos anos 90 o mundo das universidades privadas é um manancial de histórias destas e de outras muito piores. Faz lembrar o bom e velho rotativismo oitocentista; quando não estão no governo estão nos cadeirões dourados à espera de vez e vai rodando, com todos a cruzarem-se aqui e ali numa promiscuidade que então se julgava passar sem escrutínio público. Se um dia forem passar a pente fino os pagamentos destas instituições muito se perceberia sobre as coincidências do mundo político.

É que quando se zangam as comadres e os compadres…