Saíram, por enquanto globalmente por turma, os resultados das provas de aferição dos 4º e 6º anos. Não posso considerar-me extremamente surpreendido com os níveis de sucesso da minha escola e, mais em particular, das minhas turmas.

Curiosamente, porque uma é de currículo “normal” e outra de currículo “adaptado”,  ambas as turmas atingiram o mesmo nível de sucesso: 87,5%. O que tem a sua curiosidade. Em circunstâncias normais, caso não tivesse faltado um aluno em cada turma por motivos de saúde (num caso de doença mesmo prolongada), e também por coincidência o 2º melhor aluno de cada uma delas, os valores teriam diferido um pouco, subindo para os 88% e 89%, respectivamente. Não sei o que isto equivale em termos de performance comparativa a nível local, distrital e nacional, mas dou-me por satisfeito.

Não são turmas boas, são meramente turmas medianas. A qualidade do sucesso reflecte isso com a esmagadora maioria a ficar-se pelo nível de “Satisfaz”. Mas atingiram os níveis que eu tinha, implicita e explicitamente, delineado para o seu desempenho, que era obterem resultados equivalentes ou superiores à minha própria avaliação. Não me espanta, em especial no caso da turma “regular”, que os resultados se sobreponham como num papel vegetal aos resultados previstos para final do ano lectivo.

Sei que há quem não aprecie este tipo de comparações e que considere mesmo irrelevantes as discrepâncias entre avaliação interna e externa. Não é bem o meu caso. Não dou excessiva importância a instrumentos de avaliação externa, em especial quando os acho deficientemente concebidos e discordo dos critérios de classificação. No caso da prova de aferição de Língua Portuguesa para o 6º ano tenho algumas reservas à sua estrutura e há muito que tenho sobre alguns critérios de classificação.

Mas também acho que os alunos que preparamos na Escola devem estar em condições de se desenrascarem no mundo exterior, pois não podem ser preparados apenas para os “nossos” instrumentos de avaliação, mas para um leque mais alargado de situações.

Por isso mesmo, acho que os meus alunos do 6º ano, repito que de turmas meramente medianas, sem quase nenhum aluno vagamente excepcional, teriam obrigação de ter acima de 90% de sucesso no Exame Nacional de Língua Portuguesa para o 9º ano (a parte pior era na composição escrita conseguirem contar as palavras, que tinham de ser entre 140 e 240). Não fora o ano lectivo acabar já depois de amanhã – e o facto de não ser assim tão sádico – e obrigava-os a fazerem o dito exame para provar a minha teoria.