Ontem, no Expresso da Meia-Noite, na Sic-Notícias, desvendava-se um pouco das razões pelas quais a classe jornalística parece ter recobrado um pouco de ânimo e poder crítico, após cerca de dois anos de apatia. O Estatuto do Jornalista vai a debate na Assembleia da República na próxima semana e, embora tenham caído as multas peciniárias sobre os jornalistas, permanecem muitas normas restritivas do exercício da profissão num clima aberto, de confiança e liberdade.

Em diálogo aceso com o ministro Santos Silva, Francisco Teixeira da Mota fazia-lhe notar que muito do que agora defende, enquanto Poder, era exactamente aquilo contra o que se inflamava com veemência em 2002 quando estava na Oposição.

Só espero que este espernear não seja temporário e que não esteja a ser usado, a propósito dos casos da Ota, da DREN, etc, apenas como estratégia de pressão negocial. Espero sinceramente que tenha sido um verdadeiro acordar do longo torpor nebuloso em que se encontravam.