Segunda-feira, 11 de Junho, 2007


(c) Antero Valério

Eis o aspecto do que passa por ser um estaleiro de suporte a uma urbanização toda modernaça na zona onde vivo.

O mais interessante é que nos encartes da publicidade à dita urbanização se fala imenso nos atractivos ambientais da zona.

Já sei, isto ficou fora dos limites de visão do publicitário e certamente vai ser tudo limpo quando as obras acabarem.

E agora vou ali falar com o coelhinho da Páscoa que está em alegre cavaqueira com o Yeti e o Rudolfo, a rena desocupada nesta altura do ano.

Eis o comunicado da DREN em que se queixa das injustiças que a comunicação lhe reservou este fim de semana. Não vou tomar partido, porque nestes ambientes quando há zanga, a roupa suja sai de todas as cestas às mãos-cheias.

Assinalo apenas o detalhe de, apesar do processo disciplinar estar ainda em curso, a DREN dar por adquirido que foi proferido um insulto, o que coloca um bocadinho em causa a alegada imparcialidade do tal processo (notar pontos 3 e 5). E já agora a dúvida sobre os prazos legais para se concluir um processo disciplinar que consistirá na recolha de uma meia-dúzia de depoimentos e a realização de uma eventual acareação.

Por fim, não deixa de ser interessante que no ponto 2 o Presidente de Câmara de Vieira do Minho surgir como um aparente perigoso instigador da violência sobre sub-directores da DREN. Sei que são terras próximas das tradições da Maria da Fonte, mas não será exagerar um bocadinho na argumentação?

Vou agora reler o Como desmentir um desmentido do Umberto Eco, para tentar perceber onde e quando isto vai parar.

Mas não posso, por causa do que sabemos. Conferências às 18 horas em Lisboa sobre Educação? Sem substituição possível para a aula das 17.00 horas? Porque eu vivo no deserto e como camelo que sou ainda demoro a fazer uma trintena, quase quarentena de quilómetros.

E sem ser da iniciativa da tutela? Professor não pode! Ainda ficava com ideias novas na cabeça e depois era um problema.

As instituições de vanguarda da sociedade civil (…) inspiram graus de lealdade extremamente baixos. Não é difícil descobrir porquê. Se um empregador disser a alguém que terá de se desenvencilhar sozinho, que a instituição não o ajudará quando estiver em apuros, por que haveria essa pessoa de ter um forte sentimento de lealdade em relação à instituição? A lealdade é uma forma de participação; nenhum projecto empresarial, por muito belo e lógico que seja, poder, por si só, obter a lealdade daqueles a quem ele é imposto pela simples razão de que os empregados não participaram na sua gestação. (Richard Sennett, A Cultura do Novo Capitalismo, 2007, p. 50)

 

Começaram com as reuniões de avaliação dos 9ºs anos, um pouco por todo o país.
E eis que os milagres saem dos albornozes e cadernetas dos docentes.
O som é inconfundível e cacofónico: 2- 2-3. 2-2-3. 2-2-3.
Não é novidade, mas consta que este ano é mais intenso.

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Concorram.
Submetam.
E depois é convosco usar o títalo de forma decente.