Quarta-feira, 6 de Junho, 2007


  
Hieronymus Bosch, A Nave dos Loucos (c. 1490-1500)

E o coiso-show renova-se a cada dia que passa. Já há uma nova versão datada de hoje. Eu estava a pensar concorrer amanhã, mas já considero mais avisado esperar pelo fim de semana.

Que mal eu pergunte, mas isto foi serena, credivel e robustamente preparado ou não passava de um patchwork para funcionar numa perspectiva de work in progress?

E alguém avaliará, interna ou externamente, tudo isto que começa quase a lembrar os tempos da ditosa tiua MAria do Carmo Seabra?

(e já repararam como eu também sei usar expressões todas inglesadas?)

GREVE GERAL DE 30 DE MAIO
AVISO SÉRIO E EXIGÊNCIA DE MUDANÇA DE RUMO

O Conselho Nacional da CGTP-IN, reunido no dia 5 de Junho para fazer o balanço da Greve Geral, realizada no passado dia 30 de Maio, e perspectivar a acção sindical a desenvolver no imediato, concluiu:
1. Na sequência das grandiosas manifestações realizadas no dia 12 de Outubro e 25 de Novembro do ano passado e no dia 2 de Março deste ano, assim como a manifestação da Juventude contra a Precariedade, realizada em 28 de Março, no conjunto das quais participaram cerca de 300 mil trabalhadores, a Greve Geral, realizada no dia 30 de Maio constituiu a mais forte acção de luta nos últimos tempos, um forte e vigoroso protesto, um aviso sério e uma clara exigência de mudança das políticas que têm vindo a ser seguidas e que estão na origem dos graves problemas económicos e sociais que o país e os trabalhadores enfrentam, designadamente a estagnação económica, o preocupante aumento do desemprego e da precariedade, a quebra continuada do poder de compra dos salários, o acentuar das desigualdades e das injustiças sociais e a redução das funções sociais do Estado e dos serviços públicos. (site da CGTP)

Não me levem a mal, que até compreendo que cá para fora mandem textos destes ppara não admitirem que erraram, mas pelo menos em privado vejam lá se conseguem chegar a algo mais substantivo do que esta enxurrada de retórica que, mudando as datas, poderia aplicar-se a qualquer greve, em qualquer data, geral, parcial ou que tal. Pelo menos, vejam se começam a aprender com os erros.

Porque o que é nacional é bom e devemos sempre preferir os produtos da nossa terra.

Computadores a 150 euros montados em Portugal

(…) Os computadores disponibilizados custariam, a preços de mercado, cerca de 800 euros. As características técnicas finais “ainda não estão definidas a 100%”, explicou ao JN Luís Cabrita, presidente do Conselho de Administração da “Prológica”, uma das empresas portuguesas responsáveis pela montagem e assistência técnica. “Não há o critério da poupança”, explicou, ao garantir computadores “já com uma capacidade invejável” e aptos a “aproveitar as potencialidades multimédia” do “Windows Vista”, o sistema operativo a instalar, e do “Office 2007”, que a “Microsoft” fornece ao Governo a 10% do valor de mercado, que ronda os 600 euros. (Jornal de Notícias)

A propaganda oficial encontra-se aqui.

quintero.jpgNão sou o maior dos admiradores dos programas de Jesús Quintero porque, com um leque de entrevistados do mais colorido que a Espanha tem para oferecer, por vezes quer se ele a estrela do programa. Mas esse é um pecadilho menor, apesar de tudo. Embirro mais com a iluminação pretensiosa em chiaroscuro e os lenços que usa. Detalhes.

Mas é um homem que chama à televisão pública de Madrid personalidades e temas controversos. Em Fevereiro último, a TVE suspendeu a transmissão da sua entrevista com um outro jornalista, José Maria Garcia, porque, alegadamente, continha «insultos a teceiros». Sendo que os visados eram fundamentalmente dirigentes desportivos (quem quiser tem aqui acesso à integralidade da entrevista).

Tendo-se mantido mais ou menos silencioso sobre o acontecido, Jesús Quintero deu no passado Domingo uma entrevista ao jornal ABC onde explica com clareza aquilo que se passa não apenas por cá, como poderíamos pensar.

Passámos da censura infantil à da idade madura. Agora não se proíbe nada, não se diz a ninguém o que pode ou não dizer, mas todos sabemos o que podemos ou não podemos dizer, dependendo de onde estamos e quem nos paga. O meu problema foi que acreditava que estava numa televisão livre e paga com dinheiro público e não creio que tenha feito nada contra o público ou a democracia. (…) A minha ingenuidade fez-me comportar como se fosse livre e confundir a liberdade com a liberdade condicional. É certo que a censura se fez mais subtil e sibilina para todos os que se dedicam a isto.  (ABC, 2/Jun/2007, p. 100)

E por ridículo que pareça, agora o WordPress bloqueia como spam os meus próprios comentários no Umbigo, desde que não faça o login.

Transcrita no Terrear (agora já com o link correcto). De leitura indispensável, embora quem de direito dificilmente esteja em condições de a compreender.

cagado.jpg

Quietinho, caladinho, aproveitando o Sol, riqueza que nos cai do Céu ainda sem direito a taxa.

É a chamada estratégia do cágado.

Se bem que este ainda tem a cabecinha de fora um pouco mais do que o devido. E quis-me mesmo parecer que, por um momento, me piscou um olhito enquanto o fotografava. Pelos vistos, ainda é um cágado algo inconformista e com um comportamento subversivo que, por agora, não vou denunciar porque, afinal, pode ter sido apenas um truque da luz.