“Ir ao poste” na escola é forma de agressão “antiga e relativamente generalizada”

Dois alunos de Vila Nova de Poiares tiveram de receber cuidados médicos devido a lesões nos órgãos genitais causadas pelos colegas de escola

O presidente da Associação de Pais (AP) da Escola EB 2,3 de Vila Nova de Poiares, Mário Silva, afirmou ontem, em declarações ao PÚBLICO, que, na sequência da divulgação dos casos de agressão de que foram vítimas pelo menos dois alunos daquele estabelecimento se apercebeu de que a prática conhecida como “ir ao poste” – susceptível de causar lesões graves nos órgãos genitais – “é antiga e está relativamente generalizada”.
Dois ou três alunos agarram um outro jovem, seguram-no com as pernas levantadas e abertas e conduzem-no, naquela posição, em direcção uma árvore ou um poste, onde os seus órgãos genitais embatem, com mais ou menos força. Esta foi a prática que, na segunda-feira passada, foi descrita ao presidente da AP pela mãe de uma criança de 11 anos que foi vítima daquele tipo de agressão. (Graça Barbosa Ribeiro, Público de hoje, sem link permanente)

Claro que do Observatório sobre a violência escolar (nunca me lembro do nome certo) falta vir o seu presidente, o sociólogo João Sebastião, descansar-nos quanto ao aspecto ocasional desta prática que, quase certamente por falta de quadradinho ou alínea específica, nem deverá fazer parte da tipologia dos incidentes registados e tratados por aquele utilíssimo organismo. E, claro, também temos sempre as declarações da igualmente socióloga Maria de Lurdes Rodrigues que por diversas vezes considerou pouco relevantes estas situações, que considera estatisticamente irrelevantes. Penso, porém, que só se a irrelevância for estatística, porque quanto às dores, e pela descrição da diversão, a dor deve ser tudo menos isso.