Quarta-feira, 30 de Maio, 2007


Eye to eye stand winners and losers
hurt by envy, cut by greed
face to face with their own disillusion

Já sei, já sei, as minhas referências musicais são demasiado pop e tresandam a eighties.
São ossos da geração

O Governo anunciou esta quarta-feira uma taxa de adesão de 12,8% dos funcionários públicos à greve geral, considerando que esta está a ter um «impacto limitado» e uma participação inferior às greves anteriores. Já a CGTP, estima que a adesão à paralisação ronde os 47%, segundo números provisórios até às 14:00. (mais contas cruzadas por aqui e aqui)

Dados oficiais do Governo com base numa amostra muito selectiva até às 13.00 e da CGTP com base numa outra amostra recolhida até às 14.25, também ela razoavelmente seleccionada.

Desde 2001 que os erros ortográficos, de pontuação e de sintaxe só são penalizados em parâmetros muito circunscritos da 2ª parte (produção escrita) das provas de aferição de Língua Portuguesa de 4º e 6º ano.

Já por aí o escrevi e já o tinha escrito antes. O fenómeno é anterior à democratização dos blogues em Portugal, mas penso que em 2001 já existiam jornais e muitas pessoas preocupadas com a Língua Portuguesa. A minha memória vai começando a fraquejar, mas acho que não estou errado nestas afirmações.

Agora a onda encrespou-se de súbito, qual tsunami, e já há quem, certamente com razão e justa indignação se abespinhe com as justificações para tal aparente incongruência. Até já é notícia de jornal e motivo – inaudito – para a Ministra da Educação reavaliar qualquer coisa.

Tudo bem. Só demoraram seis anos a aperceberem-se do caos em que o ensino do Português foi caindo a partir da 5 de Outubro e com a caução dos especialistas. Um dia ainda serão capazes de chegar a ler o que se determina no Currículo Nacional do Ensino Básico como competências essenciais para a disciplina da Língua Portuguesa. São só seis páginas, até nem é coisa muito palavrosa, muito menos do que esta obra que, já com 10 anos, acaba por ser o documento base da política do ME para o ensino do Português.

Agora que vejo renascer – até na sequência da guerrilha da TLEBS – o interesse por estes assuntos só posso encorajar todos os interessados a recuperarem o tempo perdido e a analisarem criticamente estes documentos, de que a concepção das provas de aferição, é apenas uma ramificação.

grevegeralvz7.jpg

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  • Poder postar qualquer coisa sobre o assunto depois do jantar.
  • Existir liberdade de comentar este e outros posts.
(não coloquei a imagem às 0 horas, porque por essas alturas raramente me apanham no computador)