PS aprova audição [da] ministra mas só após concluído processo a Charrua

O PS aprovou hoje a audição da ministra da Educação mas só após a conclusão do processo ao professor Fernando Charrua, sob os protestos da oposição que defendia que Maria de Lurdes Rodrigues se deveria deslocar ao Parlamento com «urgência».
A discussão na comissão parlamentar de Educação em torno da audição da ministra da Educação sobre o processo disciplinar movido ao professor de Inglês e ex-deputado do PSD Fernando Charrua, por um comentário à licenciatura do primeiro-ministro, teve início com o debate de um requerimento do PSD.

O pânico nas hostes socialistas perante uma ida da Ministra da Educação ao Parlamento deve ser imenso depois das últimas prestações de Maria de Lurdes Rodrigues, sempre o enervado e o atabalhoado, quando é obrigada a sair do guião pré-estabelecido.

Assim permite-se que ela vá, quando já as coisas estiverem menos quentes e, concluído o processo e tomada a decisão, se considerem os factos em apreço demonstrados, Pelo que haverá menos margem para despistes.

Mas isto só faz sentido se já se antecipar que o processo culminará com a condenação do funcionário-professor. Porque se o mesmo for absolvido já imaginam o fartote que será?

Para além disso permanece o mistério insondável das qualidades de MLR para a pasta que ocupa, pois – vamos lá a ver se também me cai um processo em cima por delito de apreciação – normalmente apontam-se como critérios de selecção o saber técnico na área ou a capacidade de acção política.

Quanto aos aspectos técnicos, está mais do que sabido que o currículo de MLR aponta para alguns lados, não sendo nenhum o estudo ou reflexão sobre a Educação.

Quanto à capacidade política, são já muitos os episódios de perfeita inabilidade política da Minista que, para além de irritar os docentes com a sua forma rude de se exprimir para com eles, já revelou extremo nervosismo e insuficiente capacidade de resposta sempre que foi inquirida no Parlamento.

O que resta, portanto?

Perante tudo isto, interrogo-me e interrogo-me e interrogo-me e só me vem à mente um filme de Martin Ritt de 1976, um dos raros em que Woody Allen aparece apenas como actor, embora nesse caso o seu personagem actue em nome de uma justa causa.