Está muita gente chocada com as declarações de Mário Lino sobre o deserto que se estende a sul do Tejo. Aquele em que vivo há 42 anos, portanto. E na última década exactamente no concelho visado pelo ministro ao criticar a opção pelo Poceirão. Embora a 3 km esteja a fábrica que mais contribui para o PIB nacional, confesso que realmente da janela do meu escritório, as placas pós-modernistas de uma urbanização à la Taveira, dão uma certa sensação de deserto mental.

Eu nem por isso estou muito enfastiado com o ministro que já soube gozar em público com a licenciatura e a engenheirice do PM e escapou sem um processo disciplinar. Ao contrário da DREN, eu acho que as pessoas têm direito à sua opinião e mesmo ao disparate.

Até quando são governantes que deveriam ser pessoas informadas e que, mesmo numa situação prandial, deveriam exercer o dever da contenção na verborreia.