Quinta-feira, 24 de Maio, 2007


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Que por aqui, ou por mail, me iluminassem sobre o que se vai passando com a correcção das provas de aferição por esse país. Será que só por estas bandas está tudo uma confusão?

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O que é que isto me estará a fazer lembrar? UA, UA, UA!!!

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E como o artista está inspirado nada como ir à fonte. Sempre fermosos, mesmo se não muito seguros.

Está muita gente chocada com as declarações de Mário Lino sobre o deserto que se estende a sul do Tejo. Aquele em que vivo há 42 anos, portanto. E na última década exactamente no concelho visado pelo ministro ao criticar a opção pelo Poceirão. Embora a 3 km esteja a fábrica que mais contribui para o PIB nacional, confesso que realmente da janela do meu escritório, as placas pós-modernistas de uma urbanização à la Taveira, dão uma certa sensação de deserto mental.

Eu nem por isso estou muito enfastiado com o ministro que já soube gozar em público com a licenciatura e a engenheirice do PM e escapou sem um processo disciplinar. Ao contrário da DREN, eu acho que as pessoas têm direito à sua opinião e mesmo ao disparate.

Até quando são governantes que deveriam ser pessoas informadas e que, mesmo numa situação prandial, deveriam exercer o dever da contenção na verborreia.

Como não sei se me posso pronunciar oficial e publicamente sob o assunto, não me vá cair algum Director-Geral em cima, apenas incitaria a comunicação social e os interessados a inquirirem sobre a forma como está a decorrer o processo de tratamento e deslocação das provas de aferição, assim como o processo paralelo – dizem que informático – de produção das listas de professores classificadores. Pelo menos aqui pela região da Grande Lisboa, que é por onde ando e melhor conheço. E mesmo ao nível dos supervisores,s eria interessante saber até que ponto tudo está a correr bem.

Por outro lado, e como se diz que as provas de aferição servirão para aferir/avaliar o «sistema educativo», eu gostaria de sugerir que a forma como está a decorrer a logística posterior à realização das ditas provas sirva para a aferição/avaliação das capacidades organizativas dos ME e, muito em particular, da articulação entre o Júri Nacional de Exames e o Gabinete de Avaliação Educacional.

Porque ou há Democracia ou somos todos aferidos/avaliados. Mais ou menos imediatamente.

E acho que mais não devo dizer, a bem do decoro e da reserva que o meu estatuto de professor-corrector implica, porque poder até poderia.

grevistas.jpgAfinal o Governo pretende mesmo saber quem, individualmente, vai fazer greve, para isso tendo criado uma grelha identificativa dos grevistas através do nº de funcionário e do nº fiscal. Falta o nome, mas neste momento nós já não passamos de números para os senhores das Finanças e para engenheiros sobre os quais não se podem fazer piadas. O DN traz hoje o modelo de grelha a usar e vtudo antes de passar para a base de dados, a qual servirá obviamente para fazer posteriores cruzamentos de dados. Com que finalidades, calculo mas nem quero por agora verbalizá-las.

Só não percebo é como Paulo Macedo, o messias da DGCI, precisa da coisa em papel ou suporte informático, pois penso que com uma missa a lista deveria surgir-lhe em aparição.

Por fim, e retomando o que já há uns dias escrevi, acho notável e paradoxal como o governo procura dramatizar o clima em torno da próxima greve geral, divulgando a poucos dias de distância que possivelmente manterá as progressões congeladas até 2009. Pode parecer estranho aos que ainda lidam com isto com base em paradigmas (olha o palavrão…) de outros tempos, mas a verdade é que existe um razoável interesse numa boa adesão à greve no sector da Função Pública. É que são uns bons, gordos mesmo, milhões de euros que ficam nos cofres do Estado. E a notícia em causa não é nenhum segredo revelado, pois surgiu hoje em vários espaços informativos.

Enfim, resta saber até que ponto os sindicatos reagirão eficazmente às intenções da equipa das Finanças – que realmente têm muito a ver com a forma de lidar com os funcionários do grupo BCP – e se, depois de descarregadas as energias dia 30, entram decisivamente numa nova fase da sua actividade e passam a perceber que estamos em tempos diferentes dos que já foram.

OK, se para isso é preciso que se faça uma demonstração de desagrado, mesmo que sem consequências práticas imediatas (em Belém está notoriamente um grande “adepto” de movimentos grevistas… pelo que não vejo quem travará a actual política), eu dou o meu (insignificante) voto favorável à greve.