greve1.jpgNão contesto a necessidade ou desejo de um Governo meio paranóico querer controlar os níveis de adesão a uma greve nos seus serviços.

Já me parece mais estranho que, nessa tentativa de controle, se cometam atropelos ao direito à greve.

Porque, para cumprir o determinado pelos senhores do poder, é obrigatório que alguém seja obrigado a não fazer greve. E isso não é admissível.

Ameaçar com um processo de averiguações o serviço que não colocar online, no minuto certo, os números dos grevistas no dito serviço é, mais do que transformar não-grevistas em controleiros, obrigar implicitamente a quem alguém esteja por lá agarrado ao computador e aos quadros estatísticos, sem poder exercer o seu direito à greve.

Se um (dois, dez, cem) serviços aderirem a 100% como descalçarão a bota? Despedindo os responsáveis que aderirem à greve? É esse o objectivo? Obrigar as chefias a funcionarem como cães de guarda do regime?

(a notícia é do Sol de sábado)