Segunda-feira, 21 de Maio, 2007


Eu sinceramente acho que este pedaço de auto-congratulação pública até dispensava o acrescento final pelos fedorentos. Aquilo em si já é suficientemete ridículo.

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Câmaras são maior foco de corrupção

Procurador-Geral da República recebe estudo que confirma suspeitas
conclusões de um estudo encomendado pelo Procurador–Geral da República, Pinto Monteiro, ao Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Um estudo de “diagnóstico da corrupção participada”, segundo fonte do DCIAP revelou ao Diário Económico, que deverá estar pronto ainda este ano e que contou com um reforço para o DCIAP de 150 mil euros em investimento público. Este é a segunda iniciativa do Ministério Público neste sentido. Em Março de 2006, a Direcção Central de Investigação da Corrupção e Criminalidade Económica e Financeira (DCICCEF) da Polícia Judiciária apresentou números que apontavam para as mesmas conclusões. Entre 2002 e 2005, a PJ iniciou quase 7 mil inquéritos por crimes económico-financeiros. Desses, cerca de um quinto destinou-se a averiguar casos de corrupção.( Filipa Ambrósio de Sousa, Diário Económico)

greve1.jpgNão contesto a necessidade ou desejo de um Governo meio paranóico querer controlar os níveis de adesão a uma greve nos seus serviços.

Já me parece mais estranho que, nessa tentativa de controle, se cometam atropelos ao direito à greve.

Porque, para cumprir o determinado pelos senhores do poder, é obrigatório que alguém seja obrigado a não fazer greve. E isso não é admissível.

Ameaçar com um processo de averiguações o serviço que não colocar online, no minuto certo, os números dos grevistas no dito serviço é, mais do que transformar não-grevistas em controleiros, obrigar implicitamente a quem alguém esteja por lá agarrado ao computador e aos quadros estatísticos, sem poder exercer o seu direito à greve.

Se um (dois, dez, cem) serviços aderirem a 100% como descalçarão a bota? Despedindo os responsáveis que aderirem à greve? É esse o objectivo? Obrigar as chefias a funcionarem como cães de guarda do regime?

(a notícia é do Sol de sábado)

Pelo menos foi o que me constou das sessões contínuas de powerpoint na Faculdade de Farmácia em Lisboa para as hordas de Presidentes de Assembleias de Escolas da região, futuros certificadores das candidaturas a titulares.

Parece que, apesar das letrinhas não serem muito legíveis e a clareza da exposição algo limitada, que é para estar tudo mais ou menos pronto no fim de Julho e que a 3 de Setembro querem as coisas todas preparadas para os titulares tomarem conta das escolas. Eu não vou ser hipócrita, desde que me deixem (o meu descongelamento tem efeitos a partir do passado dia 16 de Anril) vou concorrer e depois quero ver o que acontece. Pelo menos, do índice 245 só me arrancam à força. Só o registo final da tese e o diploma do doutoramente foram mais de 500 euros que demoram uma ano a recuperar.

E sempre é mais fácil roer a casca a partir de dentro do que bicar a partir de fora e antes eu que outro(a), porque pelo menos eu sei ao que irei (se me deixarem). E não devo estar sozinho porque parece que já houve até este momento (19.30, dia 21) quase 180.000 testes e eu nem tentei.

Resta saber como é que a operacionalização disto vai acontecer, pois hoje é véspera da prova de aferição de Língua Portuguesa e ainda não se sabe quem serão os correctores.

E ainda falta sabermos o mais importante, o número de vagas que irão ser abertas, em especial para o segundo concurso, o dos antigos 8º e 9º escalões. Esses números é que vão ser muito interessantes de conhecer.

Bom estudo britânico, conhecido através do Correio da Educação, que no seu resumo aponta uma dúzia de mensagens nucleares, entre as quais as seguintes (4 e 5 na página vii do relatório):

As capacidades dos professores para manterem a sua eficácia em diferentes fases das suas vidas profissionais são afectadas positivamente e negativamente pelo seu sentido de identidade profissional.

O sentido de identidade dos professores é um factor que contribui bastante para o empenho e resiliência dos professores. Não é intrinseacemnte estável ou instável, mas pode ser afectado positiva ou negativamente por diferentes graus de tensão experimentados entre as suas ideias e aspirações educacionais, as experiências pessoais de vida, a liderança e culturas nas suas escolas, o comportamento dos alunos e o relacionamento e impacto das políticas externas no seu trabalho.

Tudo isto parece óbvio, mas será que todos, a diferentes níveis (das escolas à tutela, o perceberão?