Domingo, 6 de Maio, 2007


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Tudo bem, eu adoro estas produções fabulosas no Kaos, assim como os cartoons do Antero com a nossa Lurditas.

Mas ninguém se inspira no Valter Lemos, a eminência parda beirã do ME? O facies é propício, a personagem em si não desmerece, para quando a bela da caricatura?

Quanto ao post do Kaos ligado a esta imagem, eu acho mais que a MLR anda a fazer isto é aos profes e aquele edifício é o de uma ESE onde serão formados os futuros professores-generalistas.

greve.jpgVamos esquecer por um momento as eventuais tricas partidárias ou interesses mais ou menos ocultos da notícia do Expresso. Lá dentro, com recurso ao anonimato ou não, parece que todos confirmam a dificuldade em gerar consenso na própria CGTP quanto à oportunidade de convocar uma greve geral. Não é de espantar, pois, que a dita vá avançar sozinha para essa “batalha”, para usar a termnologia apropriada.

Como Carvalho da Silva, que sabe muito mais disto que eu, acho que a iniciativa é inoportuna e que alguém leu muito mal os resultados da última greve da Função Pública. Mesmo se sei que no xadrez por vezes um gambito é uma jogada vantajosa, raramente gosto de tiros nos pés. Porque tenho um número limitado deles. Como aquela triste “greve aos exames”, acho que esta greve geral deixa muito a desejar e cede claramente ao que eu considero ser a coreografia da contestação. Os promotores ficam satisfeitos pela luta, os visados (patrões, Governo) só muito remotamente se vão sentir prejudicados ou intimidados.

Usar bombas atómicas de forma voluntarista e sem os devidos cuidados, pode ser complicado a vários níveis, tanto quanto aos danos provocados e a quem, como quanto ao desperdício de armamento pesado que pode vir a fazer falta.

Mas de qualquer modo fico à espera que me convençam, embora esclareça desde já (a bem da transparência…) que no dia 30, sendo uma quarta-feira, é para mim dia de reuniões, sem actividades lectivas, pelo que provavelmente não terei hipótese de fazer greve ou deixar de fazer.

Fico na expectativa que me demonstrem, se possível sem recorrer aos chavões que todos tão bem conhecemos, que esta é uma boa oportunidade para uma greve geral, quais os objectivos que se pretendem obter, que critérios servirão para determinar se foi um sucesso ou não e, já agora, depois disto o quê? Se fizerem isso, podem chamar-me reaccionário, divisionista, ou algo do género, o que bem lhes apetecer que eu não me aborreço nada, pois já me chamaram coisa pior.

É que eu já vivi os anos 80 e 90 uma vez, não me apetece repeti-los. E muito menos os erros.

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Dois livros para ir lendo e outro para reler. Sempre gostei do Michael Apple, embora achasse que a sua teorização estava demasiado agarrada a um contexto específico, que nem sempre tinha muita correspondência com o caso português. Agora já começo a achar que as realidades se podem vir a tocar mais do que antes, pelo que lá vou reler a Ideologia e Currículo, sem ser nas velhas fotocópias perdidas algures.

Sobre a privatização, modelos, estratégias, consequências, o livrinho de Clive Belfield e Henry Levin – de novo muito marcado pela experiência americana – é uma óptima intrução.

Por fim e apesar do desequilíbrio do meu interesse quanto aos diversos contributos, a obra colectiva Para a compreensão histórica da infância ajuda-nos a perceber melhor como em Portugal (e no Brasil) evoluiu o olhar sobre a criança e a infância, sendo que esse olhar condicionou em muito a concepção de Educação que se foi considerando a mais adequada para ministrar desde as mais tenras idades.