Praticamente o único argumento usado pelos defensores da continuação da implementação da TLEBS no Ensino Básico parece ser o de ser errado parar algo que já estava a ser implementado no terreno.

Desculpem-me, mas é preciso mais melhor do que isso para me convencerem. Pode apontar-se o dedo ao momento tardio em que a decisão foi anunciada, até às consequências nefastas para os alunos cujos professores, por crença ou ingenuidade, se apressaram demasiado por um caminho notoriamente equívoco.

Porque um erro, mais vale emendá-lo tarde do que deixá-lo em “implementação”, porque já está no terreno. E no caso da generalização da TLEBS, mesmo não falando nas polémicas científicas, existiam demasiados problemas como a falta de um claro escalonamento do que se devia aplicar a cada CEB, da falta de materiais de apoio com a quantidade e qualidade indispensáveis para uma matéria tão delicada ou mesmo de uma adaptação do programa da disciplina de Língua Portuguesa aos novos conteúdos termonológicos.

Nesse aspecto, como em muitos outros, a atitude epistemológica popperiana é a mais adequada: tentamos e constatamos que errámos? Então é melhor reiniciar todo o processo. Só assim é possível fazermos avançar os nossos conhecimentos no sentido correcto. Constatar o erro e insistir nele é a negação de qualquer espírito científico responsável.