Desculpem o trocadilho, mas o ministro Mariano Gago parecia extremamente nervoso ao fazer o historial da Universidade Independente e ao anunciar que a análise da situação financeira da SIDES só estará pronta para a semana mas que, em virtude um relatório da IGE sobre a «calamitosa« situação actual da Universidade, se vê obrigado, «por força da lei» a proferir um despacho provisório de encerramento compulsivo da instituição, do qual pode haver recurso nos próximos dez dias.

Pelo caminho MGago sublinhou os seguintes pontos:

  1. A Universidade foi criada e os cursos aprovados quando Manuela Ferreira Leite era minsitra da Educação.
  2. As inspecções e auditorias feitas desde 1994/95 nunca indiciaram irregularidade «graves» (embora existissem anomalias assinaladas já na segunda metade dos anos 90) na instituição. MGago cita documentos até 2001.
  3. Em 2006 existiram denúncias de situações irregulares, entretanto sanadas, sendo apenas no último mês que a situação se degradou.

Perante tudo isto, eu só coloco uma dúvida ingénua: se só existe perturbação do clima pedagógico há um mês, justifica-se o encerramento – provisório ou outro – da instituição?

Entretanto, os jornalistas vão fazendo outras perguntas…  e entre outras respostas o ministro afirma que, por «critérios técnicos do relatório» estatístico relativo ao ano de 1996 não existem licenciados em Engenharia porque em 1996 só deveriam ficar registados os licenciados que tivessem terminado a licenciatura em 1996/97. Importa-se de repetir?

E agora (em adenda) dois detalhes que podem (ou não) ser significativos:

  1. MGago responsabiliza «pessoalmente» funcionários e responsáveis da Independente pela conservação da documentação da instituição.
  2. Desafia quem tenha dados concretos sobre situações irregulares sobre a dita Univsersidade, a denunciá-las.