A página 12 de hoje do jornal Expresso enterra mais uns pregos no caixão da biografia auto-glorificadora que José Sócrates quis fazer passar para o público em busca não se percebe exactamente de que aprovação. Até ao momento a teoria de Ricardo Araújo Pereira na Visão parece a mais lógica – JSócrates precisava de justificar a vinda para lisboa aos pais com a obtenção de um ou mais “canudos”, pois só assim teria a certeza que lhe continuariam a levar leite morno à cama.

Afinal os colegas de turma não se lembram de Sócrates nas aulas, nem do outro aluno que diz que se lembra dele nessas ditas aulas.

Pior: não se lembram de terem aulas com o professor (António José Morais) que assinou quatro das cinco pautas de cadeiras completadas pelo PM, sendo que esse professor passou, em segundo plano, aqueles dos chefes de gabinete e directores de intitutos, por duas vezes por governos do PS, saindo das duas vezes envolvido em polémicas estranhas: a da Fundação para a Prevenção e Segurança onde pontificava Armando Vara (si, também ele se licenciou pela Independente no ano passado) e depois a nomeação de uma empregada de mesa do Centro Comercial Colombo para um cargo razoavelmente bem remunerado no Ministério da Justiça.

Entretanto, Mariano Gago adiou a decisão sobre o encerramento ou não da Universidade Independente.

A mim tudo isto me parece uma infeliz conjugação de coincidências. Mas é claro que eu sou um bocadinho ingénuo e ainda ontem estava á espera que o colhinho da Páscoa triuxesse os ovinhos à minha filha.