Pronto, agora é que não vale mesmo a pena fazer doutoramento nenhum. Na versão mais recente do Decreto para regulamentar a avaliação dos docentes para a carreira de titular(propdec.pdf) a valorização de cada ano lectivo passou para 8 pontos e ficou num único pontinho a situação dos sabáticos e equiparados. O doutoramento ficou a valer os mesmos 30 pontos.

No meu caso, que gozei três anos de equiparação, isso dará 9 pontos de compensação (30 menos os 21 de diferencial por não ter leccionado), ficando eu por saber como é que será avaliada a minha assiduidade, porque arrisco-me a ter 0 pontos e então é o absoluto descalabro. O doutoramento só dará prejuízo. Mas quem tiver gozados os cinco anos que a lei previa, fica com saldo negativo, pois os 30 pontos, não chegam para compensar os 35 pontos de diferencial negativo, e quem tiver gozado quatro anos só ganha 2 pontos. E continua por saber-se como será a questão da assiduidade, como já sublinhei.

Ainda bem que alguém, neste caso a facção que criticava quem procura obter qualificações académicas suplementares, viu as suas queixas serem atendidas. Quem diz que, afinal, a estratégia do amesquinhamento alheio – decalcada da ministerial –  não dá resultados?