Sexta-feira, 16 de Fevereiro, 2007


Quem é que já não teve a sensação, em especial quando é necessário contactar e tentar sensibilizar alguns Encarregados de Educação para trabalhar em conjunto na alteração do comportamento dos seus educandos, de, apesar de todos os defeitos e insufuciências que nos aponta, boa parte da sociedade achar sinceramente que temos super-poderes mágicos e que somos capazes de, com meia dúzia ou mesmo uma dezena de horas de contacto por semana, alterar por completo situações para as quais a própria família confessa não ter conseguido encontrar solução?

O professor como milagreiro, um tema para desenvolver à aproximação do Entrudo já que é tempo de máscaras e certamente um conceito a aprofundar nas Ciências Mágicas da Educação.

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A educação de massas, que prometia democratizar a cultura, até aí reservada às classes privilegiadas, acabou por embrutecer os próprios privilegiados. A sociedade moderna, que conseguiu criar um nível sem precedentes de educação formal, produziu igualmente novas formas de ignorância. Tornou-se cada vez mais difícil às pessoas usarem a sua língua com facilidade e precisão, recordarem os factos fundamentais da história do seu pais, fazerem deduções lógicas, compreenderem textos escritos para além do rudimentar. (Christopher Lasch, La Culture du Narcissisme, 2000, p. 69, reedição da obra de 1979) 

Quanto ao diagnóstico estamos quase todos de acordo. A solução para a doença já desperta menor unanimidade, quer quanto à responsabilidade principal pela maleita, quer quanto à terapêutica a usar.

Mas vamos devagar que o fim de semana carnavalsco ainda não começou.