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Joaquim Manuel Magalhães hoje no caderno Actual do Expresso.

Só mais uma passagem sobre o desrespeito constante da tutela pelos docentes, ainda motivada pela TLEBS, assunto a que voltarei ainda hoje por causa de uma indicação do José Nunes sobre uma notícia no Sol.

Se o Ministério da Educação fosse um lugar credível para os professores, estes, os principais envolvidos em todo o processo, seriam capazes de dialogar e de intervir de modo a que se modificasse muita aresta mais incómoda. Os professores não precisam de interventores culturais a falar por eles. São gente, na sua maioria, informada, dedicada e habituada ao diálogo transformador. O problema está em que desacreditam de tudo o que possa vir de um ministério que os apoucou, aviltou e desautorizou.

Lapidar!

Realmente é pena que, no caso da TLEBS, se não fosse o movimento contestatário dos encarregados de educação e a posição pública de opinadores respeitados, o ME não teria recuado (quer dizer, talvez tenha, ou talvez não, depende do dia da semana e do secretário de Estado que fale). Se o protesto fosse apenas dos docentes não conformados, tudo seria passado a ferro com o cilindro legislativo autista.

Porque para o ME vale mais, como pressão legítima, um artigo semanal do VGM do que o protesto de milhares de docentes.

É pena mas é verdade. E para que fique explícito, ainda bem que existem Vascos Graças Mouras a intervir nesta matéria. Caso contrário…