Segunda-feira, 5 de Fevereiro, 2007


A senhora, embora parecida e embora na altura perorasse bem perto da 5 de Outubro, não é quem poderão pensar, mais que não seja porque esta caricatura tem 20 anos e é do meu colega de curso Pedro Janarra, que a fez para assinalar mais uma das vezes em que me meti (é suposto eu ser o jovem ajoelhado, cercado de duas maletas de sabedoria livresca, na esquerda baixa de quem observa a “adoração”) em trabalhos por causa de não gostar de me submeter a argumentos de autoridade sem fundamentação credível.

Eu depois posso explicar o contexto, até para demonstrar como estou longe de acreditar na bondade natural de todos os professores deste e do outro mundo. Destaque para o 4º dos 10 mandamentos que postulava (deve ser ilegível na imagem) que O bom aluno estima o professor, que é, ao lado dos pais, o seu melhor amigo. Os outros são igualmente submissos e bem-intencionados.

(quanto ao latim, nunca foi o meu forte, pelo que…)

mira.jpgA ideia era fazer a continuação da série O Segredo Está no Molho e passar para a análise das famílias no processo.

Só que após 9 horas de trabalho na Escola e de 10 horas da descendência entregue a mãos alheias, há que dar atenção à miudagem. E às 10.30 da noite com duas séries de guiões de leitura para avaliar, uma turma de testes para ver e outro teste por elaborar para amanhã (é verdade, ao fim de quase 20 anos nisto ainda faço testes originais todos os anos lectivos e não recorro sempre a material formatado, deve ser ainda por causa de manifesta inexperiência), não há boa vontade ou natural incontinência verborreica que resistam.

Por muito que o texto esteja na cabeça delineado, falta tempo, capacidade de concentração e paciência para passar a coisa para o teclado.

O amanhã, mesmo não cantando, é um novo dia e logo se vê…

Fim de emissão por hoje, salvo uma pequena recordação que já entra a seguir.

Para aligeirar das coisas sérias e pesadas por um breve instante.

Então não é que hoje perto das 19 horas, quando ia buscar a minha miúda ao infantário, vejo a funcionária que trata do atendimento algo agitada e a correr de um lado para o outro de semblante preocupado, pois uma mãe tinha chegado, tinha-se instalado a conversar com outras pessoas durante um bom bocado e depois tinha-se ido embora deixando os dois filhos especados, cada um na sua respectiva sala, e só deu por isso quando estava a chegar a casa?

Pronto, já não me queixo da taxa de realização de TPC’s (tarefa que solicito apenas com uma base quinzenal, e mesmo assim nem sempre) nas minhas turmas este ano lectivo andar pela casa dos 30%.

Pode parecer-vos que não, mas para mim isto está tudo relacionado.