secest.jpgPercebo que a questão da TLEBS continue a animar muitas paixões. Aparentemente, a facção pró-TLEBS sentia o conforto do poder da tutela do seu lado. O problema é que esta equipa ministerial dificilmente sentiria fidelidade por uma criatura polémica que não é de sua invenção e que se estava a tornar um incómodo foco de contestação num momento que já se esperava ser de refluxo e acalmia.

Portanto, a batida em retirada estratégica era mais do que previsível. Por isso, acho que as baterias que agora estão em acção sobre quem se manifestou contra a “ferramenta”, estarão mal direccionadas. As posições anti-TLEBS ficaram estabelecidas com alguma clareza nos últimos meses e é demasiado redutor e fácil virem agora reclamar novamente por exemplos de erros e falhas ou queixarem-se de ataques personalizados, que aconteceram dos dois lados da barricada.

Acho difícil que certos olhares não vislumbrem um conflito de interesses onde ele claramente existe. Isso não é questionar a honestidade ou decência seja de quem for. Apenas é salientar um facto incontroverso.

Mais do que queixarem-se da equipa adversária por ter conseguido empatar o jogo já com a segunda parte adiantada e ter conseguido um prolongamento, talvez fosse interessante que os jogadores pró-TLEBS inquirissem os juízes de linha sobre a sua dualidade de critérios. A árbitra,é claro, não é deste campeonato. É tudo muito específico.