A questão da TLEBS segue ziguezagueante para a opinião pública, mas aparentemente com certezas para a equipa envolvida; é isso pelo menos o que se depreende das respostas das responsáveis neste fórum, com destaque para Regina Duarte. 

Ainda ontem foi disponibilizado este texto no site da DGIDC, não assinado e sem uma clara identificação quanto à sua natureza (esclarecimento, recomendação, circular, directiva), em que, admitindo-se um processo de revisão profunda da TLEBS disponível, se afirma que a mesma continua em vigor, pelo que se supõe que por enquanto andemos todos a ensinar algo que agora é, mas daqui a seis ou doze meses poderá ser uma outra coisa.Hoje, Vasco Graça Moura destaca exactamente as contradições entre o discurso aparente e a substância efectiva dos actos em torno deste tema.

Ficamos, pois, quase todos no limbo e desta vez mesmo obrigados a aplicar um construtivismo quase radical no ensino do funcionamento da nossa Língua Materna, pois seremos nós a fazer um bestial work in progress, ou talvez mais apropriadamente um patchwork, a detectar os erros, contradições, lacunas e incongruências da criatura, qual Frankenstein feito de remendos sobre remendos.

Continuo com as minhas dúvidas, simplórias como é habitual, pois aqui descubro que afinal os vegetais não podem ser considerados nomes “animados” porque não se movem, o que aqui me é confirmado, pois se declara que até a classificação dos “animais inferiores” como as aranhas depende das sociedades e culturas.

Mas, afinal, será que as aranhas não se movem?