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A Mafalda nasceu apenas um ano depois de mim. É como se fosse a minha irmã mais nova. Tenho o primeiro livrinho publicado pela D. Quixote salvo erro em 1970, comprado algum tempo depois pelos meus pais quando eu já sabia ler. Ao contrário do Filipe (esta é a 2ª tira do álbum Toda a Mafalda de 1986, que afinal não era bem “toda”) quando cheguei à Primária em 71 já dava uns toques na leitura, graças à infelicidade de uma doença de um avô acamado em nossa casa que, para entreter o tempo, me introduziu no mistério das letras.

Ainda hoje continuo a achar que a maior parte da sabedoria humana se encontra concentrada e disseminada pelas tiras de bd’s humorísticas com personagens infantis como os Peanuts, a Mafalda, o Calvin ou os mais recentes Sepuku e James.

Um dia talvez “cresça” e deixe de pensar assim. Mas faço os possíveis por atrasar esse dia.