Nunca gostei de virar a cara a uma boa discussão, em especial se tiver ideias e argumentos lá dentro. Mas também nunca gostei de virar a cara a quem me tenta esbofetear repetidamente, sem se perceber porquê e com que razão.

Por isso dificilmente deixo sem resposta quem de mim discorda, procurando responder sempre num tom próximo ao que me interpelam. Se é para dialogar, tudo bem. Se é para a pedrada, também tudo bem.

Ora neste ano e picos de Umbigo e nestes seis meses de maior produtividade aprendi algumas coisas interessantes sobre o perfil de alguns dos seres que habitam a blogosfera apenas para ofenderem os docentes, seja todos em geral, seja alguns em particular, mesmo não os conhecendo.

Aqui por estas bandas poisaram apenas uns três ou quatro que me lembre. Um já quase faz parte da prata da casa, mas por estes dias deste estar em interrupção laboral, pelo que não aparece. Andará por um qualquer monte alentejano, a escorregar na neve ou a tostar nos trópicos. Outro desapareceu há uns tempos quando me decidi a inquiri-lo directamente por mail sobre aquilo que aqui pretendia e se porventura nos conhecíamos de algum lado para eu ter de suportar as suas parvoíces. Mais recentemente apareceu um terceiro que, como padrão de comportamento similar aos anteriores, gosta de usar nick – o que é mais do que legítimo – mas depois decide duvidar do nome próprio que os outros assumem, que não discute os temas e apenas procura ofender e que no seu espacinho bafiento exibe um perfil com tanto de pedantismo como de manifesta ignorância das regras mais básicas da literacia para quem se afirma ex-professor (???), para além de manter comentários sob restrições. Aliás é sintomático que quem abusa da liberdade existente na casa dos outros, depois coloca trancas nas suas portas e janelas. E, para camuflar, todos se afirmam ex-professores ou amigos de professores, sendo que eles ou os amigos é que eram bons e sairam da profissão porque os outros eram maus. Na maior parte das vezes ou é mentira pura e simples ou deixaram a profissão porque eram daqueles que só tinham das dez ao meio-dia para estar na Escola porque tinham outros negócios cá fora. E todos enfunam o peito com o facto de serem pais. Pois… esse é o tipo de argumento com que só apetece gozar, pois qualquer um, a não ser que seja estéril, pode sê-lo, pelo menos biologicamente. Já o resto, aquilo que interessa mesmo na paternidade, é mais difícil de lá chegar…

Como não sou, nem de perto nem de longe, criatura dada a oferecer a outra face, dei-me ao trabalho de visitar o tugúrio intelectual do tretas em causa e confirmei muito do que suspeitava ser um padrão de comportamento em algumas pobres almas perturbadas que não ultrapassaram qualquer trauma infanto-juvenil em relação aos professores que tiveram ou que desenvolveram uma qualquer neurose focada na classe docente por raões que uma razão sã desconhece.

Porque uma coisa é aparecer, contestar ideias, exibir argumentos contrários e tentar chegar a algum lado com o que se afirma. Outra coisa é aparecer em pose de bullying a tentar intimidar os outros com bacoradas alarves destinadas apenas a querer enxovalhar o próximo. Disso nem sequer estou farto, porque a menoridade cívica e ética de tais sombras não chegam para nada, apenas para mostrarem a sua pequenez e mesquinhez através de atitudes e actos.

Aqui todos são bem recebidos e tratados, desde que façam o favor de ter o mesmo tipo de comportamento. Caso contrário ficarão a latir sozinhos enquanto a caravana passa.