Agora sobre a TLEBS João Peres Andrade dirige uma arma de destruição maciça, não do ponto de vista dos literatos de nariz franzido, mas de quem é da própria área científica. Aqui fica uma passagem, sendo que o resto surge também no caderno Actual do Expresso (pp. 20-22), estando uma versão mais alargada (30 pp) disponível por estes lados:

No plano científico, considero a TLEBS inaceitável. Não é, claro, por ser inovadora, nem por pretender veicular uma postura científica, nem por conter termos complexos, mas, antes de mais, porque cientificamente não merece crédito e porque, mesmo que fosse digna, não poderia apoiar-se em materiais de consulta sólidos, nomeadamente uma boa gramática do português de perspectiva inovadora, que não existe. Adicionalmente, a TLEBS é chocante pela sua insensatez no que respeita à extensão, pelo carácter abrupto (se não brutal) da sua adopção e pela insensibilidade à coesão intergeracional.

Antes de explicitar as minhas críticas, respondo a uma pergunta que o leitor pode colocar-se: a TLEBS não está avaliada e creditada cientificamente, uma vez que a sua base de dados de definições foi elaborada exclusivamente por docentes universitários? Lamento responder que não está. Em primeiro lugar, porque alguns dos seus autores não são as pessoas mais qualificadas do país nas suas áreas; em segundo lugar, porque alguns excederam os limites das suas competências específicas, tratando de questões de que pouco ou nada entendem; finalmente, porque, por mais elevada que fosse a qualidade do trabalho realizado em separado por oito entidades distintas (indivíduos ou grupos), só por milagre a conjugação dessas peças autónomas no todo da TLEBS poderia ter resultado em algo de coeso e consistente, quando nem uma única vez essas diferentes entidades trabalharam em conjunto para articular a nova terminologia.

PIM!!!