Quinta-feira, 7 de Dezembro, 2006


… que ainda somos capazes de ter aí uns 3 ou 4 dias úteis disponíveis, antes que mesmo esses sejam mesmo extintos por serem marca de flagrante e insuportável privilégio para o bem-estar e harmonia social, assim como para o erário público.

Do Mia Couto, o melhor escrevinhador de textos curtos  em língua portuguesa, Pensatempos. No departamento da literatura juvenil, biblioteca que vou pacientemente fazendo para a pimpolha que ainda não lê mas já fez questão de declarar que quer livros como prendas preferenciais de Natal (estamos a conseguir levá-la por maus caminhos…), a agradável surpresa do primeiro volume da saga Anders, de que li o início durante um teste de Língua Portuguesa em que consegui que uma turma percebesse que a coisa era para ser feita a sério. Contra todas as expectativas, o primeiro volume autobiográfico do Bob Dylan que, não sendo meu herói geracional por razões cronológicas óbvias, é bastante interessante para além de me ter destruído a ideia que eu tinha que mesmo por escrito o homem seria incompreensivelmente fanhoso. Por fim, para encher a barriga, o clássico até agora lido só aos pedaços de Hannah Arendt sobre o totalitarismo, tema de estimação cá do rapaz.

Com sorte conseguirei ler metade. Mas a esperança é a última a morrer.

… em que começo a ficar disléxico e a falhar palavras com alguma frequência, embora sempre com o detalhe de substituir a certa por outra iniciada pela mesma letra, o que significa que tenho o meu vocabulário arrumado alfabeticamente.

Entretanto, em diverso(a)s colegas notam-se as primeiras amigdalites, algumas crises de (quase) afonia e outras maleitas próprias da profissão, tudo misturado com o início do tempo mais agreste e o desgaste próprio de final do período.

Apenas fruta da época e nada mais.

(c) Antero Valério

Um clássico de meados do século passado e uma obra bem mais recente, mas igualmente interessante sobre o desejo de ascensão social e a ânsia por alcançar e exibir o estatuto social.