A TLEBS, de construção erudita de especialistas para consumo no interior das escolas, tornou-se sinónimo de tema para a maior parte dos opinadores que se julgam obrigados a opinar sobre tudo o que cheira a actualidade e polémica.

Não vou conseguir inventariar todas as prosas que nos últimos dias lhe foram dedicadas, mas registem-se, pelo menos entre os latecomers, Miguel Sousa Tavares no Expresso de dia 25 de Novembro, Inês Pedrosa na Única de ontem e Rui Tavares no Público de hoje (indicação que agradeço a um mail da Amélia Pais). Não forneço os links porque ou não existem ou são para consumidores registados, o que eu não sou, velho bicho do papel (mas posso fornecer cópias digitalizadas a quem precisar e não tiver as ditas publicações).

Entretanto, na Visão de dia 30 de Novembro Maria Alzira Seixo retoma em novo texto o tema que, quando o anterior foi aqui reproduzido no Umbigo, deu origem ao post mais visitado dos últimos meses e a um dos mais comentados.

Mas no fundo, as posições actuais nada avançam em relação às anteriores: do lado dos defensores – de onde estão notavelmente ausentes os responsáveis pela obra – esgrime-se com a necessidade de modernização gramatical e de evitar o pânico, enquanto nas hostes de atacantes se continua a torpedear a cidadela com exemplos caricatos da dita TLEBS. Eu, por exemplo, e em conversa com alguém mais encartado do que eu nestes temas, fiquei a saber que existe um problema sério a resolver com a determinação e classificação de nomes de simpáticos bichos hermafroditas como o caracol e a minhoca. Mais anedótico do que isto não há. Ou melhor, eu ainda consigo imaginar maior ridículo, mas reservo-me para outra oportunidade.

Entretanto, e graças a uma indicação da Paula Lago, tomei conhecimento do interessantíssimo facto do espaço destinado à TLEBS no site da DGDIC, para além de ter perdido centralidade na página, agora só estar acessível para utilizadores autorizados, sendo que não é acessível ao vulgo como eu registar-me para lá entrar.

Eu não gosto de me repetir, mas já aqui tinha escrito que colocar materiais de apoio online de tão fraca qualidade ou mesmo francamente disparatados como os que lá estavam, só serviam para dar ainda pior fama à coisa. Pelos vistos, não era o único com a mesma opinião.

Agora só os iniciados podem aceder ao thesaurus de coisas maravilhosas que por lá anda(va)m.