Não é meu hábito responder a comentários em posts, mas houve um recente que me deixou de tal modo confuso e intrigado que não posso deixar de aqui fazer menção mais destacada. Um leitor e comentador razoavelmente assíduo escreveu o seguinte um par de posts abaixo:

Quem sabe para, pela primeira vez, colocar uma entrada na Educação do meu Umbigo e receber o contraditório. Isto, naturalmente, se o proprietário do blogue assim o entender.

Ora bem, se há algo de que o Umbigo se pode gabar é de estar aberto a qualquer contraditório, visto que não existe qualquer filtro ou limitação aos comentários, o que vai sendo bastante raro. Também não me ocorre nenhum caso em que tenha destratado por mim, alguém que antes não tenha usado de maior agressividade comigo. Nesse aspecto sou muito Antigo Testamento, olho por olho, dente por dente. As minhas incursões em outros blogs procuram ser pacíficas, excepto em casos específicos quando senti que estava directa ou indirectamente a ser ofendido. Reparei que quem usava de linguagem rude para com os outros, não gostou de sofrer o mesmo tratamento. Acontece…

Só que aqui no Umbigo essas erupções de terrorismo bloguístico foram e são muito episódicas. Desde que este espaço deixou de ser um cemitério de textos meus anteriormente escritos mas não publicados ou apenas com uma difusão restrita, passando a preocupar-se mais com a actualidade – o que aconteceu por Junho deste ano – o número de visitas andou acima das 35.000 e nos últimos tempos as entradas diárias têm andado sempre acima das 500 e normalmente acima das 700, excepto picos maiores localizados.

Esse volume de entradas traduziu-se num apreciável número de comentários, normalmente interessados em dicutir pontos de vista e exercendo o contraditório em vários sentidos. Foi uma conquista de todos nós que isso acontecesse em moldes civilizados, embora não obrigatoriamente inócuos. Consigo, sem dificuldade, apontar uma mão-cheia de vozes discordantes da minha com quem procurei terçar argumentos. Por isso acho algo despropositada a referência à ausência de contraditório aos posts aqui colocados.

Por outro lado, um blog não tem proprietário. Tem um autor (ou autores) inicial que acaba por se tornar co-autor em interacção com os comentadores. Por isso, o uso daquele termo deixou-me bastante intrigado, até porque a pessoa em causa costuma ser exigente com a forma como me expresso.

O Umbigo está dois dias de completar um ano de vidinha e uns cinco meses de andarilhice mais desembaraçada. Não me parece que durante este trajecto, alguém tenha querido aqui abafar, calar ou excluir ninguém. Agora, é óbvio que eu defendo um ponto de vista que é meu, que é eventualmente partilhado por uns e não por outros, com diversos graus de desacordo. E esse é o objectivo. Para rebanhos bem comportados já temos pastores que nos cheguem. Eu cá prefiro mais as ovelhas tresmalhadas. Feitios…

Adenda: Já percebi o referido comentário e o seu contexto. Afinal havia outro… sentido.