Como este há muitos exemplos. Eu sei que a CML tem problemas financeiros, mas gostava de comparar o custo da reparação de algumas escolas com o valor do contrato estabelecido para a implementação das aulas de inglês com a empresa ligada a uma conhecida socialite, certamente a hipótese mais óbvia e natural para a função.

Há, sei que as há, autarquias extremamente empenhadas em promover o sucesso educativo e que apoiam de forma activa os estabelecimentos de ensino, até para além das suas competências e obrigações. Mas também temos aquelas, e são mais numerosos os exemplos que conheço de forma directa ou não, que retêm as verbas devidas até ao limite do sustentável obrigando os professores a investir o seu próprio dinheiro ou a solicitarem a comparticipação dos encarregados de educação no custo dos materiais, dando pretexto para que a Confap apareeça logo de dedo espetado.

É o país que temos, queiramos ou não, com as suas limitações e especificidades, muito próprias de uma sociedade ainda atrasada em muitos aspectos e só com uma fina patine de modernidade.