Mail amigo depositou-me na caixa de correio este artigo de José Gil no Courrier Internacional em defesa da docência como função específica, complexa e a merecer o respeito devido por quem de direito. Nestes tempos e na impre(n)sa que vamos tendo é um texto de coragem, quase como defender os judeus após a Noite de Cristal.

Obviamente, identifico-me com muito do que aí está escrito e, obviamente também, não me identifico com o seu contrário. Pois, por estranho que pareça a alguns leitores, cuja opinião naturalmente respeito, as minhas opiniões são as minhas e não as suas contrárias. Porque isso seria – penso eu de que – algo estranho. Eu ter ideias contrárias às minhas poderia revelar um estado de esquizofrenia que agora não me seria muito útil em termos de carreira, atendendo à possibilidade, de acordo com a nova legislação que por aí anda, de acabar a fazer a manutenção da instalação eléctrica ou das fechaduras da minha Escola.

Este parece ser um esclarecimento redundante, mas talvez não o seja, pois um leitor interessado chamou-me a atenção para o facto de eu discordar das opiniões de que discordo (sim, é para si meu caro H.) o que não deixa de ser uma forma interessante de gastar um comentário. Mas lá o volto a escrever, cada um ocupa o seu tempo e expressa a sua opinião da forma que acha mais adequada.

Não estou a ser politicamente correcto nem enjoativamente tolerante ou condescendente como a prosa anterior poderia fazer supor, pois todas essas são qualidades que há muito sei não possuir. Estou apenas a divertir-me.