João Costa, Presidente da Associação Portuguesa de Linguística aparece hoje em artigo de opinião na revista Visão a, por um lado, defender a TLEBS dos ataques que tem sofrido nos últimos tempos e, por outro, a colocar em perspectiva a sua aplicação acrítica nas escolas.

Não podia estar mais de acordo com as passagens destacadas, em que o articulista indica que a TLEBS não revoga os programas vigentes nem o currículo nacional, assim como os docentes devem ter margem de autonomia para a adaptar às suas necessidades. Não esquecendo ainda uma estocada aos manuais em que a TLEBS terá sido «despejada sem critério».
O problema é que anda muita gente sobre brasas e com o permanente receio de ser penalizada por não aderir o mais rapidamente às novas directrizes ministeriais, assim como há aquele tipo de fundamentalistas que quiseram imediatamente mudar tudo o que havia para acomodar a TLEBS em todo o tipo de materiais. Isto para não falarmos no desespero que existe em busca de novas Gramáticas como se o sol amanhã não nascesse caso as ditas não sejam encontradas, agora, já e imediatamente.

Eu, com toda a sinceridade e cepticismo do costume, vou apenas introduzindo o que considero passível de assimilação pelos alunos que tenho, de acordo com a sua idade e capacidade, sendo um pouco selectivo nas pressas de me mostrar no ponto. Agora que em algumas mentes há uma correria desenfreada em busca de tudo e mais alguma coisa para tornar a TLEBS quase que um cânone novo da componente de Gramática do programa de Língua Portuguesa, lá isso é indesmentível.

Em alguns casos é apenas precipitação amedrontada. Mas em outros é mesmo aceitação acrítica, com o manto de erudição modernaça.