(c) Antero Valério

Isto esta semana está difícil. Este “privilegiado” professor já passou na Escola esta semana cerca de 20 horas, entre aulas, reuniões várias e outras minudências, não parecendo que o ritmo vá abrandar até 6ª feira. Será que o patrão me permite descontar na próxima semana as horas em excesso sobre as 28 de lei ou as 35 da praxe do funcionalismo? É que os críticos nem sempre se lembram que a parafernália de reuniões disto e daquilo (de departamento, sendo que pertenço a dois, de grupo disciplinar, outrros dois, intercalares de Conselho de Turma e etc) não estão incluídas no horário explícito do professor. Hoje foram três reuniões seguidas fora do horário regular, horas não pagas, portanto. Para a semana vão ser muitas horas extra oferecidas por mim e os professores do meu grupo disciplinar para que a Escola e comunidade educativa tenham uma semana de Feira do Livro no final do mês. Tudo por amor à camisola, evidentemente, que ninguém nos paga, nada entra para nenhum crédito horário e, claro, são coisas que não servem para passar a titular.

Mas já sei que não me devo queixar. Há outros em situação pior do que nós. E, como é óbvio, o tempo que passa não é para desejar algo melhor, apenas para esperar que não fique tudo pior.