Um dos argumentos que o Ministério gosta de agitar perante a classe docente é que ela é muito numerosa e desproporcionada em relação às necessidades actuais do país e resultados obtidos pelos alunos.

Até pode ser verdade, só que de acordo com os dados da União Europeia sobre o peso do professorado na população activa, isso parece não ser bem assim, pois ficamo-nos por 2,8%, bem longe dos 4% da Bélgica, dos 3,5% da Islândia e Noruega, dos 3,4% da Hungria, etc.

E como estes números há outros do Eurostat e do programa Eurydice que os nossos responsáveis políticos não gostam de referir, pois talvez maculem um pouco as suas conclusões pré-definidas.