Se isto é um debate, eu vou ali e já venho de volta. Acabou a primeira parte do Prós e Contras e, pelo que vi, todos os que estão no alto do palanque estão felizes e contentes, ou porque esta Ministra fez o que alguém gostaria de ter feito (o ex-Secretário de Estado Canavarro) ou porque há quem tenha ido a reuniões a que não estava habituado(a) a ir e por isso se sente muito importante nos seus tamanquinhos. Do lado contrário, em baixo, um friso de sindicalistas de que se salva o sempre calmo e ponderado Pascoal, mas em que a monocromia do Avelãs desanima a qualquer alma com uma vaga esperança na salvação do sindicalismo que temos. Para a segunda parte fica a questão do ECD, sobre a qual tenho muita curiosidade em saber a opinião dos dois representantes de Conselhos Executivos.

Aliás, a principal dúvida que me ocorre por estas horas sobre este feliz conúbio entre Ministério e Conselhos Executivos é acerca das reuniões que existiram (ou não) entre estes órgãos de gestão e os docentes das suas Escolas, não apenas para transmitir as ordens de marcha (como tem sido habitual em muitos casos) mas para preparar a descida, ou subida, à capital para as tão elogiadas reuniões de trabalho.

Se concordo, em tese, que os Conselhos Executivos podem ser interlocutores do Ministério mais próximos dos docentes que os actuais sindicatos, isso só é válido se as suas posições nas tais reuniões forem dos docentes que teoricamente representam e não apenas dos elementos dos órgãos executivos.

Porque, não me levem a mal, mas repito que entre tantos cortes, não entrevejo nenhum em relação às prerrogativas e privilégios dos elementos dos Conselhos Executivos, seja obrigando-os a ter actividade docente, seja limitando-lhes os mandatos.

E como uma mão lava a outra, as duas em conjunto conduzem a carroça com maior firmeza.

Paulo Guinote