Pela primeira vez desde o seu aparecimento, este blogue ultrapassa os 150 visitantes individuais.

Atendendo ao contexto que vivemos na área da Educação e aos temas aqui tratados considero isso um óptimo sinal relativamente ao desejo de ler e trocar ideias sobre alguns assuntos que são fundamentais para, entre outros assuntos, assumirmos a dignidade social e profissional da docência como um valor a preservar e a não deixar diluir por estratégias de homogeneização que pretendem reduzir tudo a mínimos denominadores comuns.

Como não gosto de encarneirar por fórmulas adquiridas e sempre preferi pensar pela minha cabeça perante os problemas que me afligem, irei nos próximos dias – como já tentara há uns meses atrás, mas ficando sem efeito por causa da suspensão das negociações do Estatuto da Carreira Docente – procurar abordar diversas áreas fundamentais da proposta apresentada pelo Ministério, procurando demonstrar porque as acho inexequíveis, mal pensadas e/ou planeadas, destituídas de um enquadramento lógico na restante política educativa ou meramente atentatórias da especificidade da docência como actividade.

Em complemento, e se o engenho e o tempo me chegarem em período de arranque do ano escolar, tentarei ainda demonstrar como o que se passa, para além da obediência e critérios economicistas, a actual investida ministerial é a mais completa tentativa de descaracterizar a profissão docente e eliminar a sua especificidade dos últimos 100-120 anos, incluindo nisso o Estado Novo. E olhem que eu nem gosto de exagerar nessa matéria.

Ao mesmo tempo, irei divulgando ou comentando todos os materiais que considerem úteis enviar para guinote@gmail.com.

Porque este é um daqueles momentos em que ou mostramos o que valemos e levantamos a voz de forma explícita e coerente ou então seremos reduzidos a mais um qualquer departamento de funcionários públicos acinzentados, acríticos e amorfos.

Paulo Guinote