Eu sei que há estudos para todos os gostos e que na área da Educação e das Ciências Sociais, com o devido trejeito na metodologia e na leitura dos dados, toda a gente é capaz de provar que isto é isto e exactamente o seu contrário. Não é que seja um céptico, apenas constato o que acontece à minha volta.

De qualquer modo é sempre bom quando algum estudo, como o que hoje foi divulgado no Público, que não tem linlk gratuito para estas coisas, que demonstra como a existência de trabalhos e actividades adicionais às desenvolvidas nas aulas estão longe de ser prejudiciais aos aluno(a)s, muito pelo contrário.

Passando a redundância, é óbvio que isto é óbvio e sem qualquer estudo, o bom senso o demonstra: quem destina parte do seu tempo a aperfeiçoar o seu desempenho numa tarefa só pode colher benefícios disso. É como quando um jogador de futebol fica a treinar livres depois do trreino regular para melhorar a sua técnica.

Só alguns pedagogos traumatizados pela sua trajectória escolar é que defendem o contrário com palavreado demagógico e populista, baseado em estudos que fariam rir as pedras da calçada se as pedras da calçada conseguissem rir-se depois de tão pisadas.

Agora mais a sério: quando será que alguém coloca juízo na cabecinha de confap’s e afins, “cientistas da educação” e conexos, que sem rigor e trabalho e só com criatividade pura só lá vão os que são mesmo sobredotados? E que são só uns 5% ou menos da população escolar?

Tenham juízo e, de uma vez por todas, deixem-se de inventar stresses por tudo e por nada. Lá porque os paizinhos e mãezinhas andam carregados de Xanax e outras coisas do género, graças à porcaria que fizeram quando eram putos – e eu sei porque estava lá e vivi essa alegre época da balda de escola dos anos 70 – deixem-se de inventar desculpas para não assumirem as vossas responsabilidades como pais e educadores, aproveitando-se para ser permissivos por toda e qualquer razão.

Enquanto a nossa juventude não souber resistir adequadamente a uma certa dose de pressão, apenas vão prolongar a tristeza em que se tem tornado este país.

Paulo Guinote