Sempre senti vontade de saber quem elaborava estes livrinhos (o de Ciências era mais para o branquinho) que, na segunda metade dos anos 70, faziam o papel de manuais “oficiais” no Ensino Secundário.

Sem qualquer ficha técnica, consistiam numa satisfatória (para a época) colectânea de textos com alguns mapas e imagens a preto e branco, que depois nós tínhamos como missão adequar ao discurso do(a) professor(a) que nos calhasse, pois não incluíam qualquer tipo de textos de ligação ou síntese.

Quando actualmente ouço críticas a alguns manuais escolares porque são “difíceis”, dá-me vontade de rir pois certamente que já ninguém se lembra pelo que passou.

Se actualmente os manuais têm demasiados materiais e “cansam” os alunos, que se sentem “desorientados”, gostava de saber se este modelo de tomem lá 100 páginas de textos e desenrasquem-se seria melhor. Se calhar, até era, eu é que estou a ver mal a coisa.

Este livrinho, serviu-me no 7º e 10º anos e, o que não deixa de ser curioso, se calhar ainda serviria hoje a muito boa gente. Afinal, a Pré-História e as Civilizações da Urbanas da Antiguidade (Pré-)Clássica não mudaram assim tanto nos últimos 30 anos, mais ou menos esqueleto de hominídeo.

Paulo Guinote