Ao contrário do que nos querem fazer crer, e apesar de um esforço de vários anos para diminuir os “esquemas” montados em torno dos mini-concursos, requisições e outras habilidades que muitas escolas usavam para manter os amiguismos protegidos de regras claras do concurso e das colocações, agora esta Ministra abre a porta para as escolas fazzerem contratação directa de professores.

Eu, perante isso, apenas pergunto: com que critérios serão feitas tais contratações? que tipo de parâmetros serão usados para avaliar a correcção das opções tomadas e se esses contratos ad hoc não vão acabar apenas na institucionalização dos velhos esquemas de reserva de horários, de submissão a concurso de horários muito incompletos para afastar concorrentes e depois aparecerem certas pessoas a quem se rapidamente completavam os ditos e mesmo de manutenção de lugares de quadros de escola por prover à espera que certos conhecimentos estivessem, por fim, na posição certa para os apanhar?

Nós não temos uma cultura escandinava ou hábitos de ética social e individual que permitam confiar em soluções muito válidas em outros países. Somos como somos, porquê fingirmos outra coisa?

Ou isto é como aquela famosa adopção de modelos de escolas do norte da Europa, todas cheias de vidrinhos para apanhar o fraco sol da Suécia ou da Dinamarca, mas que por aqui se transformam em insuportáveis estufas?

É que em alguns casos, um ou dois que conheci directamente, até os suportes para skis mantiveram nos blocos e depois disfarçavam dizendo que eram para as bicicletas.

PG