Há dias recebi esta publicidade a uma instituição educativa privada, que aparentemente me pretende aliciar para lá inscrever a minha descendência em idade escolar.

Sei por interpostas pessoas, que lá se cobra e bem em matéria de matrículas e mensalidades.

Mas parece que o domínio de aspectos básicos da Língua Portuguesa é bem escasso por aquelas paragens, pelo que lhes envieei o protesto que abaixo transcrevo, ao qual anexei a imagem que aqui também repoduzo do verso do postal publicitário.

É que já estou farto disto. E depois a culpa é do ensino público.

«Cara Srª Directora do Recreio Mágico

Recebi na minha caixa de correio a publicidade de que anexo o verso. Tenho uma filha em idade escolar e sou professor.

Como calculará, tenho alguns problemas com a forma como a Língua Portuguesa é tratada no vosso simpático postal e deixa-me sem nenhuma vontade de recorrer aos vossos serviços.

Acredito que alguém saiba escrever "privilegiado" na vossa digna instituição, assim como quem perceba que a vivência se experimenta "na" Quinta Pedagógica e não "com" a dita.

Para males, já me chega a Ministra dizer que sou responsável pelo insucesso dos alunos. Não preciso que uma instituição educativa (felizmente privada) o demonstre.

Se a justificação é que foi o(a) senhor(a) da limpeza que fez o texto e ninguém mais lhe deu uma olhadela, pior ainda para o profissionalismo da coisa.

Portanto, e embora saiba da eventual incoveniência do meu reparo, talvez fosse melhor começarem a olhar com mais atenção para aquilo que escrevem pois, pelo menos aqui por casa, não sentimos vontade de gastar centenas de euros mensais em troca deste tipo de "previlégios".

Atenciosamente.

P. Guinote »