É o nome mais adequado para isto.

Até leitura mais aprofundada, esta é uma proposta que na sua essência pretende reduzir os professores a meros executantes acéfalos da política educativa do momento (artigo 36º), fazendo depender a sua progressão inclusivamente do rendimento escolar dos seus alunos (artigo 46º) e hierarquizando a sua carreira de uma forma que, em última instância e na sequ~encia da aplicação do regime de quotas para as classificações, irão agravar estrangulamentos e situações de nepotismo dentro do estabelecimentos de ensino e agrupamento.

Colocar, por exemplo, coordenadores de departamento que o serão nos próximos anos apenas por serem mais velhos na carreira, transição directa dos 9º e 10º escalões para a categoria de professores titulares, a assistir ao trabalho de colegas e a classificá-lo é uma forma atroz de injustiça para quem, podendo ser mais novo, ter maiores habilitações e "perfis de competências" muito maiores só que não reconhecidos.

A presente proposta é, em muitos pontos, a afronta derradeira desta Ministra aos docentes.

As soluções habituais da greve, neste caso, são pouco práticas porque a situação será apresentada como uma forma de resistência em defesa de privilégios corporativos e será muito fácil utilizar a demagogia populista contra iniciativas desse tipo.

O único caminho é a demonstração da injustiça, incoerência e mesmo ineficácia destas medidas para combater muitos dos males inscritos no sistema de ensino, desmontando os artifícios ministeriais e, se necessário, cobrindo-os do ridículo merecido.